Economia Compartilhada

Economia Compartilhada

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Uma força cultural e econômica poderosa está emergido na economia. Ela é conhecida por “Swap Trading” e representa o desejo que as pessoas têm por todas as coisas úteis “indesejáveis” que uma pessoa pode ter em casa.

O conceito está reinventando não apenas o que consumimos, mas a forma como consumimos. O que ele faz é utilizar-se das tecnologias e das redes sociais para criar um mercado infinito de combinações para que a pessoa 1 possa compartilhar o que tem com a pessoa 2 (o que quer que seja). Os quatro pontos chaves para compreender o Swap Trading são: 1. Uma crença renovada na importância da comunidade e uma redefinição do real significado de amigo e vizinho. 2. Uma torrente de redes sociais e tecnologias em tempo real, que mudam fundamentalmente a maneira de nos comportamos. 3. As preocupações ambientais não resolvidas. 4. A crise de 2008, que chocou radicalmente comportamentos de consumo no mundo inteiro.

Segundo a especialista Rachel Botsman, a economia compartilhada contempla três possíveis tipos de sistemas: O primeiro são os mercados de redistribuição, tais como o SwapTrees (é quando você pega um produto usado e o tira de um lugar onde ele não é mais necessário e leva para algum lugar onde ele é). Esses mercados são crescentemente imaginados como 5 Rs: Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Reparar e Redistribuir porque eles prolongam o ciclo de vida do produto e consequentemente reduzem a produção de lixo. O segundo são os estilos de vida cooperativos e baseiam-se no compartilhamento de recursos, tais como dinheiro, habilidades e tempo. Finalmente temos o sistema de serviços do produto, onde o consumidor paga somente pelo benefício, ou seja, por aquilo que o produto faz, mas sem precisar tê-lo completamente.

“Compartilhar está para posse assim como o Ipod está para a fita cassete, como a energia solar está para a mina de carvão.”

Todos os sistemas de economia compartilhada requerem um grau de confiança e a base para que isso funcione é a reputação. No passado nossa reputação não importava muito, porque nossa saúde financeira era mais importante que qualquer tipo de avaliação pessoal. Mas com a chegada da internet, deixamos um rastro. Cada spammer que denunciamos, cada ideia que divulgamos ou comentário que compartilhamos, estamos na verdade sinalizando a qualidade de nossa colaboração e se somos ou não confiáveis. É uma nova moeda social, de certa forma, que pode se tornar tão importante quanto nossa avaliação de crédito.

A economia compartilhada permite que as pessoas mantenham o mesmo estilo de vida, sem precisar adquirir mais, o que impacta positivamente não só no bolso mas também na sustentabilidade do planeta.

Não queremos ter posse das coisas, mas dos benefícios que elas podem nos trazer, queremos as necessidades e experiências que elas nos proporcionam. A Economia Compartilhada está abastecendo uma mudança maciça onde o uso supera a posse, “onde o acesso é melhor que a posse” e vêm promovendo mudanças radicais no comportamento do consumidor, inicialmente com o consumo compartilhado de mídias (jogos, filmes, softwares) e posteriormente, com o consumo compartilhado de livros, ferramentas, roupas, carros e até imóveis.

A Geração Y

A Geração Y, também conhecida como Millenials ou Backpack Generation, foi a expressão que surgiu no final dos anos 80 para referenciar as pessoas nascidas após a Geração X (Baby Bust), determinada socialmente pelas mídias sociais, uso do Tablet e do Smartphone. Para os nascidos na geração Y, compartilhar arquivos, jogos e conhecimento é algo natural e cabe a eles mudar a cultura do “eu’ para a cultura de “nós” (este website é um exemplo). O motivo pelo qual isso esta acontecendo tão rápido é a colaboração móvel, onde podemos localizar qualquer um, a qualquer momento, em tempo real, de um pequeno aparelho em nossas mãos.

Geracoes
Entendendo as gerações

Enquanto os demais buscam adquirir informação e compartilhar, o desafio que se apresenta à Geração Z (Zapping) é de outra natureza. Ela precisa aprender a selecionar e separar o joio do trigo. E esse desafio não se resolve com um micro veloz. A arma chama-se maturidade. É nisso, dizem os especialistas, que os jovens precisam trabalhar.

Cada geração tem o comportamento determinado pelo momento socioeconômico e histórico em que ela se desenvolve, isso implica em pessoas de diferentes idades e costumes vivendo nos mesmos ambientes, trocando experiências e gerenciando conflitos em períodos cada vez menores.

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