Tese de Gurdjieff | A Importância de Saber Viver

Tese de Gurdjieff | A Importância de Saber Viver

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George Ivanovich Gurdjieff (1877 – 1949) foi um pensador e guia espiritual armênio que, no início do século passado, já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver.

Dentre seus trabalhos, originou-se o livro “Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido (Em Busca do Milagroso)” transmitido ao ocidente por seu discípulo Piotr Demianovitch Ouspensky a quem o Mestre permitiu que fossem tomadas notas de suas conferências em Moscou, São Petersburgo e outras cidades da Rússia.

Dizia ele: “Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal”.

Para facilitar a busca da auto-consciência integral e ensinar a verdadeira importância da arte do saber viver, ele elaborou 20 regras de vida que, segundo dizem os renomados especialistas em comportamento humano, aquele que conseguir aprender e aplicar, na sua vida diária, 10 destas regras, com certeza terá aprendido a viver com a qualidade interna necessária ao desenvolvimento pleno da sustentabilidade pessoal:

  1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
  2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
  3. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
  4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
  5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
  6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
  7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
  8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
  9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
  10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto há ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
  11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
  12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
  13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
  14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
  15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
  16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo … para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
  17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
  18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
  19. Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
  20. E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer ser!

“Através da auto-observação o homem compreende a necessidade de se transformar. E, ao observar-se, ele percebe que, por si só, ocasiona determinadas modificações em seu funcionamento interior. Começa a entender que a auto-observação, constitui instrumento de auto-transformação, um meio de despertar. Observando-se, ele lança, por assim dizer, um raio de luz em seu funcionamento interno. E, sob influência dessa luz, o próprio funcionamento começa a modificar-se.” – Gurdjieff

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